Rio Paracatu está desaparecendo na região de Brasilândia

Por Nikolas Pimentel

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Rio Paracatu está desaparecendo na região de Brasilândia

Longo período de seca aliado à ação do homem compromete abastecimento de água

A situação do rio Paracatu vai de mal a pior. Um dos principais rios da região, responsável por abastecer diversas cidades do Noroeste do Estado, ele está sofrendo com o período de seca e assusta as pessoas. Seu nível muito abaixo do normal já fez interromper o abastecimento na cidade de Paracatu. E na região de Brasilândia há trechos em que se vê a água correndo apenas em uma pequena parte do leito. E cada vez mais raso.

Uma moradora de Brasilândia entrou em contato com o JP Agora e mandou fotos do rio Paracatu no trecho que passa por aquela cidade. Ela pediu uma posição das autoridades para explicar e ajudar a entender o que está acontecendo com o rio, que diminui seu volume de água a olhos vistos.

De acordo com o Tenente Vidal, da Polícia Ambiental de João Pinheiro, vários fatores ajudam a explicar a diminuição do nível da água nos rios da região. A drástica redução da chuva nos últimos cinco anos é um dos grandes causadores desse problema. No entanto, ele também aponta outras questões, que envolvem a exploração do homem na natureza.

“O rio Paracatu sofre com o desmatamento de suas matas ciliares, além da questão da mineração e também da captação de água, que é grande. Sabemos da necessidade de se produzir energia e alimento, mas tudo isso deve ser feito de forma controlada, sem exagero. Porque se continuar a fazer do jeito que está fazendo, o rio não vai aguentar”, alerta o Tenente Vidal.

Vale ressaltar que o rio Paracatu é um dos grandes afluentes da bacia do rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do Brasil. E um dos problemas que podem estar afetando o rio Paracatu é justamente a transposição do Velho Chico, que aumentou a necessidade de água para atender regiões necessitadas do Nordeste.

“Não vou ser categórico, mas estudos estão sendo feitos que indicam que a transposição do São Francisco pode estar impactando nossa região. Quando os canais foram abertos na parte baixa, foi necessário um grande volume de água para que os eles funcionem. De onde veio essa água? Daqui, da parte de cima do rio. E essa água está indo embora com velocidade. Não criticamos porque é para ajudar as pessoas no Sertão, mas entendemos que deviam ser observadas e cuidadas as nossas nascentes”, pondera o tenente, que finaliza com um apelo:

“Nesse momento as pessoas devem refletir um pouco no que pode fazer. Vamos todos pensar no que cada um pode ajudar. Vamos todos contribuir para que a gente não mate a mãe natureza”.

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