COLAPSO

Fevereiro 2016

Pelo momento em que vivemos está claríssimo que nós, seres humanos, estamos sendo derrotados por nós mesmos.

Não é de hoje que alertas são feitos pela ciência e reforçados pela comunidade ambientalista.

Além das mais diversas endemias, como a Dengue, Leishmaniose, Zika  e tantas mais, que nos desafiam o tempo todo, os valores humanos estão esquecidos.

Palavras como: Ternura, Solidariedade, Honestidade, Carinho, Cordialidade dentre outras, não se usam mais. Foram substituídas por: Maldade, Ganância, Desonestidade, Egoísmo, Vaidade.

Nós somos os verdadeiros culpados.

Os gestores como são insensíveis e omissos, não satisfazem a sociedade.

Somente buscam dar satisfação, pensando em poder, voto e dinheiro, além de favorecimento pessoal para grupos de apoiadores.

Para quem não raciocina, parece estranho esta justificativa.

O maior crime que nos acomete é a omissão, pois fazemos de conta que a responsabilidade não é nossa.

Para relembrar, seguem duas músicas que marcaram tempo e que nos mostram que não é de hoje o que passamos agora.

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O PULSO

(Titãs)

O pulso ainda pulsa

O pulso ainda pulsa

Peste bubônica, câncer, pneumonia

Raiva, rubéola, tuberculose, anemia

Rancor, cisticercose, caxumba, difteria

Encefalite, faringite, gripe, leucemia

O pulso ainda pulsa (pulsa)

O pulso ainda pulsa (pulsa)

Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia

Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia

Úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria

Sífilis, ciúmes, asma, cleptomania

E o corpo ainda é pouco

E o corpo ainda é pouco

Assim…

Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia

Hérnia, pediculose, tétano, hipocrisia

Brucelose, febre tifoide, arteriosclerose, miopia

Catapora, culpa, cárie, câimbra, lepra, afasia

O pulso ainda pulsa

O corpo ainda é pouco

Ainda pulsa

Ainda é pouco

Pouco, pouco

Pulso, pulso

Assim…

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MOSCA NA SOPA

(Raul Seixas)

Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
E não adianta vir me dedetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
E não adianta vir me dedetizar
Pois nem o DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar
Mas eu sou a mosca que pousou em sua sopa…

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JANEIRO – 2013

“SANTA MARIA ROGAI POR NÓS”

Mais uma tragédia acontece no Brasil.

Mais uma vez a comunidade e as autoridades correm em busca dos culpados.

A verdade é que os culpados, somos nós povo, que por não termos conhecimento nem comprometimento, elegemos pessoas despreparadas como nós mesmos para administrarem os nossos bens e nossos sonhos.

Enquanto isto, continuaremos a ver acidentes em Parques Infantis, desmoronamentos de terra em áreas onde não poderiam haver construções etc.

Por todos os cantos do Brasil, o poder executivo que é o responsável pela gestão nos municípios, age em cima dos interesses políticos e pessoais, pensando somente em sua manutenção no poder.

Nos resta somente uma alternativa, que é educar o povo para que este povo tenha conhecimento e comprometimento quando votarem para e eleger seus representantes e até mesmo quando estiverem no poder executivo representando o povo.

Antônio Eustáquio Vieira – Tonhão

Presidente do Movimento Verde de Paracatu – MOVER

Biólogo

Especialista em:

Gestão de Cidades e Planejamento Urbano

Gestão Ambiental

Educação Ambiental

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DEZEMBRO – 2012


“SERÁ UM NOVO TEMPO?”

Esperanças renovadas, novos atores na gestão dos sonhos e bens da comunidade.

Estamos ou somos preparados para cobrar?

Estamos ou somos preparados para fazer a nossa parte?

Estas perguntas vêm às nossas mentes de quatro em quatro anos, sendo que entra ano e sai ano, parece que caminhamos para a direção errada.

Se para nós humanos que temos a força para criar a situação é caótica, imaginemos para aqueles que não têm vez e nem voz, que são os demais seres que habitam nosso planeta.

Como os gestores públicos são a imagem e semelhança do povo, só podemos esperar mesmo que estamos caminhando por um caminho tortuoso e para lugar nenhum.

Pensando que somos nós que escolhemos estes governantes e como somos despreparados e com isto descomprometidos, acabamos envolvidos por idéias pautadas por outros sentimentos, que não são sentimentos de busca de equilíbrio e harmonia.

Nos dias atuais, com tantas informações disponíveis, é de fundamental importância que nos informemos e assumamos um papel cidadão e de parte da engrenagem que move os sonhos de todos.

O que fazer para com que os governantes que são os representantes e gestores de nossas idéias e bens cumpram com as suas responsabilidades?

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“CANIBALISMO HÍDRICO”

Embora este título nos pareça estranho, sentimos que pela falta de consciência, caminhamos para um colapso total no uso dos recursos hídricos, principalmente por parte do setor de Irrigação para produção de alimentos para seres humanos e para os animais.

Por toda a bacia do São Francisco, se tem noticias de redução de vazão dos cursos d’água, o que sem dúvida pode causar o sofrimento de milhões de seres humanos, sem levar em conta a biodiversidade de uma área de mais de 600 mil quilômetros quadrados.

O fato é que temos além da nossa ganância, muito mais terra que água doce disponível.

Temos uma legislação de recursos hídricos no Brasil que nos dá a certeza e a tranqüilidade de que com inteligência e desprendimento, podemos viver em harmonia com a água, tirando dela o sustento para nós, com respeito a todos os seres que dela dependem para viver.

No entanto, o que temos assistido constantemente é uns digladiando contra outros, sem levar em conta que os bens disponíveis são em quantidade definida e não infindos.

Vale ressaltar que todos os bens existentes no planeta, são para a manutenção da vida de todos os seres e da própria terra.

Pense nisto.

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“Incoerência de um povo”


                                    *Antônio Eustáquio Vieira – Tonhão

 Vivemos em um país que tem sido dominado por incoerências sem fim.

A maioria esmagadora dos brasileiros acha a defesa dos recursos naturais, um grande “barato”, mas na hora de fazerem a sua parte, acha que para termos um mundo melhor, só depende dos outros e quase nunca de si mesmo.

Por todo o Brasil, se vê falta de cuidados para com o ambiente. Tanto nas cidades como no campo,os problemas se avolumam, trazendo prejuízos para todos.

Lixo por todos os cantos, esgotos sem tratamento, áreas ocupadas de maneira irregular, veneno em excesso nas lavouras, pastagens degradadas, desmatamento, queimadas, corrupção,miséria, criminalidade etc  etc…

Como vivemos em um país que se diz cristão, pelo menos era de se esperar que os ensinamentos existentes nos escritos tidos como sagrados servissem para nortear a vida do nosso povo.

Um exemplo disto que serve para reflexão, está no capítulo 1 de Gênesis, onde está escrito: ”Então Deus os abençoou dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra.”

Aqui mostramos a incoerência de um povo, que diz uma coisa e faz outra sem o mínimo de comprometimento, preocupando-se somente com o imediato, sem levar em conta que, o que devemos deixar de herança para os nossos descendentes, é um mundo se não melhor, pelo menos igual ao que temos hoje.

*Biólogo,especialista em Gestão Ambiental,Educação Ambiental e Gestão de Cidades e Planejamento Urbano.

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O DIA FATAL

Antônio Eustáquio Vieira*

Realmente pode estar chegando a hora da prestação de contas da humanidade com a Mãe Terra.

21 de Dezembro de 2012

Muitos acham que será o fim da Terra, outros pensam que é mais uma enganação.

No entanto, pessoas mais conscientes e comprometidas, tem o sentimento que esta data pode significar um divisor de águas, com relação à nossa existência.

À realidade é que temos sido avisados e não é de hoje, que o nosso Planeta está chegando ao limite de suas forças no que diz respeito a manutenção do equilíbrio de um corpo que faz parte de uma sistema universal que está sendo destruído por parte de seus habitantes que são os seres humanos, com sua bélica ignorância.

O certo é que podemos estar chegando a um momento em que a Mãe Terra, a Pacha Mama, não terá forças para neutralizar fenômenos que regem todo o Universo, o que fatalmente comprometerá o poder de reação da Terra, frente ao equilíbrio que existia e que hoje está em risco.

Vamos, portanto nos transformar e aceitarmos que estamos vivendo em um corpo celeste que tem suas funções definidas neste sistema cósmico e nos contentarmos com o básico necessário para a nossa existência e dos demais seres que neste corpo habita e que vieram do mesmo lugar de onde nós humanos viemos.

Somente agindo assim, teremos a chance de sermos todos vencedores.

*Presidente do MOVER

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Maio – 2012

DESASTRE OU SALVAÇÃO

“Nos inúmeros desmandos com relação à vida na Terra, não nos iludamos. A mãe Terra não tolerará que os seres humanos teimem em manter a quaisquer custos, o massacre e a dominação sob os demais seres vivos para seu favorecimento próprio. Através de inúmeros acontecimentos naturais isto já nos está sendo mostrado. No Brasil, os infindáveis bate bocas a respeito do novo Código Florestal Brasileiro, tem preocupado cidadãos conhecedores e estudiosos do mundo inteiro”

ASSIM ESTÁ ACONTECENDO UM POSSIVEL DESASTRE.

Por interesses de parte de Ruralistas descompromissados, Deputados apresentam e  aprovam uma proposta que desfigura o atual código Florestal.

A proposta vai para o Senado que com contribuições do ex ministros de Meio Ambiente, cientistas e ativistas Ambientais, tenta ajustar as propostas encaminhadas pela Câmara dos Deputados.

O texto volta para a Câmara. O relator Paulo Piau, se mostra um desastre.

O movimento ambientalista brasileiro que tem identidade própria, que não se apequena e não é uma correia de transmissão de movimentos internacionais, tenta resguardar o que temos de biodiversidade.

Pacificamente tenta evitar que os deputados destruam toda a legislação de proteção às águas no Brasil… Metade dos rios brasileiros tem menos de 5 metros de largura. O texto da Câmara criminosamente busca tirar toda a proteção das águas no Brasil.

A esperança é que a posição do relator aproxime a todos que tenham sensatez e bom senso. O relatório do deputado Piau é tão ruim, o retrocesso é tão grande, que pode surgir um movimento na Câmara dos Deputados que junte o governo, a sociedade e as lideranças importantes do movimento ambiental assumam um protagonismo de retomar o texto do Senado, que era o do entendimento.

Os setores rurais mais radicais e atrasados tomaram conta. Por enquanto eles foram eficientes em fazer um relatório ruim, atrasado e que é uma afronta ao Brasil. Mas eu acho que o jogo não está perdido. Ele é muito ruim para o meio ambiente, mas é muito ruim para os produtores. Se ele for votado nesses termos, no outro dia vai para os tribunais.

O ministro da Agricultura era quem teria força de frear essa insensatez dos radicais ruralistas. Lamentavelmente o ministro se mostrou fraco para conter essa insanidade.

Sei que a bancada ruralista está dividida. O açodamento dos radicais foi tão grande que mesmo alguns defensores do ruralismo acham que tem que ter mediação.

No limite o governo tem instrumentos para não aceitar uma proposta que venha expor o Brasil ao ridículo às vésperas da Rio +20.

Não é só o 62. Eles destruíram tudo. É uma anistia geral e irrestrita, é muito pior que a emenda 164. Tirou desde os princípios às salvaguardas e destruiu o Cadastro Ambiental Rural. Não tem solução. A Presidente pode, obviamente, fazer uma legislação, mesmo por MP, que signifique o equilíbrio. Mas é muito importante que a gente tenha uma legislação votada pela Câmara.

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NÃO TEMOS PARA ONDE CORRER

Embora parecendo ser tarde, como única realidade existente e comprovada, o tempo impreterivelmente nos mostrará quem estava com a razão.

Podemos citar no Brasil, a Transposição do Rio São Francisco, Usinas de Santo Antônio, Jirau, Belo Monte, Novo Código Florestal etc.

De um lado: Cientistas, Técnicos, Ambientalistas e Ativistas Ambientais. De outro: Políticos, Autoridades, Burocratas e Ruralistas.

Sem prever exatamente quando, o fato é que estamos caminhando para um desfecho que será definido e decidido pela mãe Terra, que mais dia ou menos dia dará o seu veredito final, custe o que custar, doa a quem doer.

Seus filhos deveriam viver em harmonia, sob pena dos inconseqüentes pagarem caro, por não aceitarem e deveriam ainda buscar a felicidade de todos conjuntamente, possibilitando assim a continuidade da vida no planeta dentro da normalidade.

A cegueira de percepção tem feito com que os seres humanos esqueçam que todos os seres vivos são irmãos e dependem uns dos outros para a felicidade e o bem estar de todos.

Infelizmente poucos são os que têm este entendimento, o que tem tornado a existência humana, uma frágil parte da nossa passagem pela vida.

Embora estejamos definhando, podemos ainda mudar de rumo, bastando para isto que respeitemos verdadeiramente os mundos do próximo, buscando sempre o bem estar dos outros em primeiro lugar.

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OS RISCOS DA SUPOSIÇÃO

Na década de 1980 no advento do Garimpo Artesanal em Paracatu, quando eram utilizadas dragas e moinhos que trituravam as rochas, além do Mercúrio para a captura do Ouro, se tornou necessária uma ação enérgica por parte da autoridades municipais, estaduais e federais para o fechamento do garimpo que havia se expandido por vários corpos d’água do município.

Graças ao capitalismo selvagem que vivemos, foi detectado que devido à contaminação, comprovadamente causada pelo Mercúrio, em pessoas, animais e no ambiente, os produtos produzidos como: grãos, e produtos derivados do leite estavam sendo boicotados fora do município, e consumidores negavam-se a adquirir estes produtos.

Na ocasião, se divulgavam por todos os cantos, os índices de contaminação existentes no município.

Como já existiam na época, estudos conclusivos com relação aos males causados pelo uso indiscriminado do Mercúrio e o seu malefício para tudo e todos, o garimpo através de uma ação espetacular da Polícia Federal, com vários helicópteros e outros meios, o garimpo foi fechado.

Hoje o caso é outro:

Vira e mexe, algumas pessoas alardeiam que a cidade está contaminada por Arsênio, através das águas e da poeira, sem ter nenhuma comprovação científica, já que não existem, em nenhum lugar do Planeta, estudos conclusivos que possam comprovar e/ou afirmar que o Arsênio está contaminando todo o município de Paracatu.

Imaginem se acontece hoje o que estava acontecendo com relação à contaminação comprovada pelo Mercúrio?O que seria do município de Paracatu e todos os seus habitantes?

Sem entrar em detalhes e só para que as pessoas entendam, o Mercúrio é um elemento químico natural que é utilizada no processo artesanal de garimpagem e o Arsênio um elemento químico natural que normalmente existe nas rochas onde o outro se encontra.

Frente ao que tem ocorrido em Paracatu, a nossa sugestão é de que as autoridades competentes busquem estas informações de maneira científica e responsável, passando para a comunidade, e que após as conclusões, se faça justiça, punindo severamente os responsáveis pelo crime ambiental caso ele exista e também punindo aqueles que irresponsavelmente alardeiam que o município esta se contaminando, caso esta contaminação não exista.

Antônio Eustáquio Vieira – Tonhão

Presidente do Movimento Verde de Paracatu

Biologo, Especialista em Educação Ambiental – Gestão Ambiental – Gestão de Cidades e Planejamento Urbano.

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Agosto – 2011

Somos todos criminosos?

Veja abaixo alguns gestos usuais em nosso dia a dia.

Você se enxerga em alguma destas ações?

– Já estacionou seu veículo em fila dupla?

– Costuma avançar sinal vermelho quando está dirigindo?

– Respeita quem está na faixa de pedestre?

– Às vezes dirige desatento e só para você?

– Costuma falar ao celular enquanto dirige?

– Usa sempre o cinto de segurança em todos os bancos?

– Já estacionou em frente a garagens, em vagas para deficientes, idosos, em frente às saídas de emergência?

– Deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes?

– Usa água tratada para lavar veículos?

– Usa água tratada para “varrer” calçadas?

– Queima resíduos e outros materiais sem critérios?

– Se importa com o descarte do lixo em locais adequados em sua cidade?

– Coloca o lixo gerado em sua residência no local certo e na hora certa?

– Despeja todo tipo de lixo em lotes vagos?

– Acumula entulhos de construção em vias públicas e nos passeios?

– Faz massa de cimento em vias públicas?

– Já construiu em Áreas de Preservação Permanente?

– Já desmatou em Áreas de Preservação Permanente?

– Já cortou ou descuidou de uma árvore plantada em seu quintal?

– Já desmatou sem Licenciamento Ambiental?

– Usa aparelhos de som em volume alto em sua residência?

– Já transitou com som em volume alto em seu veículo?

– Já ignorou a Lei do Silêncio?

Agora some estes delitos e tente imaginá-los sendo cometidos todos ao mesmo tempo. Talvez por você e mais um milhão de pessoas.

A exigência de mudanças no comportamento individual não é só uma questão de modismo ou de adequação social. A prioridade tem que vir de dentro do entendimento pessoal. Da firme vontade de não compactuar com atos destrutivos.

Mais cedo ou mais tarde, todas as conseqüências da nossa omissão estarão ou já estão batendo às nossas portas, privando-nos dos elementos essenciais a condução da vida.

Aja agora!  Exclua-se da possibilidade de marcar pontos nesta lista.

Mesmo porque não há outros planetas conhecidos, pelo menos até hoje, para alugar ou comprar para onde possamos migrar. Nossa casa é aqui, agora. O tempo só existe no presente.

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TAVA NA CARA
Junho 2011

Não é de hoje que assistimos por todo o Brasil, assassinatos de cidadãos que defendem as florestas e o meio ambiente como um todo.

Infelizmente temos vivido em um país onde os governantes que são nossos funcionários nos tratam como mercadorias.

A sociedade tem se indignado com o que estamos vivendo e somente não assumem o papel de verdadeiros cidadãos, por terem medo de represálias e perderem a grande dádiva que têm, que é a vida.

Ao debatermos mesmo em grupos fechados estas questões, sempre se leva em conta que no nosso país falta educação.

A questão não é esta e sim a falta de uma política que leve informações técnicas e científicas para a comunidade, de maneira que ela assimile realmente os processos e com isto possa se comprometer, integrando-se com todo o sistema.

Educação nos moldes que temos é preferível deixar como está, pois, se houver mais investimento mantendo este modelo, os Brasileiros se tornarão mais servis ainda.

Como exemplo da falta de postura equilibrada, estamos vendo um Governo Federal que não tem argumentos para atuar em defesa da vida no Brasil.

Recentemente assistimos os deputados federais brasileiros aprovarem por uma maioria esmagadora, mudanças em um código florestal, não levando em conta análises técnicas e científicas e o clamor de uma grande parte de nossa sociedade.

Nossos governantes que deveriam ser os guardiões dos sonhos e dos bens do nosso povo infelizmente nada puderam fazer, pois, eles próprios não deram exemplo quando apoiaram e incentivaram várias ações contra o nosso povo e o nosso país, como a questão dos transgênicos, a construção das barragens do Rio Madeiras, a Transposição do Rio São Francisco, a construção da usina de Belo Monte, etc, desrespeitando até mesmo decisões judiciais.

Como estamos e como caminhamos, não podemos esperar nada mais além do que vem acontecendo.

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Maio 2011

VIDA EM PERIGO

       Como sempre tem acontecido ao logo dos tempos, a natureza através da mudança do Código Florestal Brasileiro, corre o risco de ser mais uma vez agredida em todo o Brasil, por meio de amparo legal.

A ganância dos seres humanos não tem tido limites, pois estes se acham os donos da verdade e do mundo.

Embora pareça que a natureza não seja um ser vivo, a cada dia que passa ela nos mostra que tem suas próprias normas no contexto da manutenção da vida no Planeta Terra.

O Código Florestal Brasileiro que sempre tem sido desrespeitado corre o risco de ser totalmente desfigurado para dar amparo aos horrores do capitalismo.

Graças ao repúdio de alguns Políticos, Cientistas, Técnicos e do Movimento Ambientalista Brasileiro até o momento, e com todas as forças possíveis, está se conseguindo evitar um desastre anunciado.

Biologicamente entendemos que a biodiversidade tem papel fundamental no equilíbrio do planeta, servindo como força estabilizadora do corpo terrestre.

Os seres humanos têm vivido situações que os fazem esquecer que embora em minoria na superfície terrestre, são parte desta biodiversidade, como elemento de uma engrenagem que deve garantir a vida na terra.

Precisamos acordar e entender que todos os seres são irmãos, que vieram do mesmo lugar e vão para o mesmo lugar, voltando a compor o ciclo da vida.

Embora pareça um sonho, acreditamos que os humanos um dia, sentirão que são fundamentais no contexto da vida. Ou mudamos o nosso modo de viver ou seremos todos vencidos, transformando antes da hora o nosso planeta em um planeta sem vida.

Precisamos, portanto, de juízo e cordialidade, deixando de lado a ganância e nos conformando com o básico para vivermos em harmonia.

Vale lembrar que os recursos naturais e a biodiversidade, fazem parte de um corpo celeste e que estes bens devem estar disponíveis harmonicamente em beneficio de todos os seres e do próprio planeta.

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 Uma Bomba prestes a explodir

Abril – 2011

Aos poucos a humanidade vai sentindo os efeitos causados pelas Mudanças Climáticas na Agricultura.

Não é de hoje que a comunidade Ambientalista, vem alertando a respeito destes efeitos, naturais ou forçados pelos seres humanos,através do modelo de desenvolvimento existente, que comprovadamente está falido, e que vem interferindo diretamente nas nossas vidas.

Infelizmente, como disse Confúcio, que foi um grande filósofo e pensador Chinês, é através do sofrimento que nós humanos conhecemos as alegrias.

Na maioria das vezes temos que sentir dor para entendermos os perigos.

Aqui na região de Paracatu, não tem sido diferente.

De um tempo para cá, ao conversarmos com Agricultores, a preocupação é uma só.

Prejuízos e mais prejuízos.

Atualmente, perdas de mais de 50% na produção agrícola são freqüentes.

Como sempre, a água é o principal insumo que tem faltado ou vindo com excesso na hora precisa.

Pelo nosso entendimento, existem alternativas para o caos que se apresenta principalmente com relação à produção de alimentos.

A quantidade de chuva anual é praticamente a mesma ano a ano na região do Cerrado, no entanto, na hora certa para a Agricultura ela tem vindo em excesso ou tem faltado.

A única alternativa que vemos seria o estado Brasileiro implantar uma política de Estado no nosso país, apoiando ou adequando o desenvolvimento de tecnologias, para produzir alimentos através de técnicas modernas de irrigação.

Vale ressaltar que estas tecnologias já existem em países do Oriente Médio, onde a água é escassa.

Temos muitas áreas abertas para plantio, no entanto não temos a água necessária para irrigação.

Com o advento das Mudanças Climáticas, entendemos que as variações do clima, têm causado os prejuízos sentidos, pois, a chuva vem normalmente, mas varia de épocas, o que acaba causando os problemas com plantios que não acontecem com o uso das irrigações.

E a Água?

Como tê-la, já que ela não está onde deveria estar que são nas nascentes, nos olhos d’água, e nas Veredas?

A única alternativa pelo nosso entendimento seria a recuperação destes corpos d’água, através de cercamento, replantios, adequação de estradas rurais e mais cuidado com o solo ao trabalhá-lo.

Com estas ações, certamente a água estará onde deve estar, que é no subsolo, abastecendo os corpos d’água, que terão capacidade para nos fornecerem  o necessário, e não escoando na sua quase totalidade, diretamente para estes corpos d’água, causando assoreamentos e consequentemente a sua morte.

Para isto, é preciso comprometimento e envolvimento de toda a sociedade, que em um futuro breve poderá ficar sem o alimento para a sua própria sobrevivência.

Portanto, vamos em frente, não deixando para os outros o que depende de nós.

Antônio Eustáquio Vieira – TONHÃO