516 ANOS DO RIO SÃO FRANCISCO: RELEMBRE A IMPORTÂNCIA DO VELHO CHICO

Por Luana Cruz – Matéria retirada de http://minasfazciencia.com.br/infantil/2017/10/04/aniversario-do-rio-sao-francisco-relembre-a-importancia-do-velho-chico/

Tem um velhinho muito especial fazendo aniversario hoje! É o Velho Chico, nosso querido Rio São Francisco que completa 516. Foi no dia 4 de outubro de 1501 que o navegador italiano Américo Vespúcio entrou pela primeira vez nas águas desse gigante, por isso fica marcada como data do descobrimento.

Farol histórico no rio, erguido em 1876. Alagoas. Foto: Robson Batista/Flickr

Farol histórico no rio, erguido em 1876. Alagoas. Foto: Robson Batista/Flickr

O São Francisco é parte da história de muitos brasileiros. As águas atravessam cinco estados: desde a nascente na cidade de São Roque de Minas, em Minas Gerais, passando pela Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas, até desaguar no oceano.

Ao todo são 2,9 mil quilômetros de extensão, tamanho suficiente para ser um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. Já foi um rio com grande abundância de água, mas a ação humana tirou um pouco de brilho do Velho Chico.

poluição do leito, o uso desenfreado do solo às margens do rio, a construção de barragens, o desmatamento no entorno e a urbanização contribuem para redução de vazão do rio. Trechos onde havia água em grande quantidade, agora estão diminuindo.

Já falamos aqui no Minas Faz Ciência que é importante conhecer a história das nossos tesouros nacionais para preservá-los. Vamos relembrar a importância deste rio?

Rio São Francisco, em Alagoas. Foto: Nicolas de Camaret/Flickr

Rio São Francisco, em Alagoas. Foto: Nicolas de Camaret/Flickr

HISTÓRIA

O nome do rio é uma homenagem ao São Francisco de Assis, porque foi descoberto no dia escolhido para festejar o santo. No período das primeiras expedições, os índios Xacriabá ocupavam o encontro das águas.

Até hoje essa populações indígenas vivem perto do rio e têm um carinho muito especial com essas águas. É uma relação de sobrevivência porque retiram dele água para irrigar a agricultura familiar e pescam. Mas é também uma relação cultural, porque o Velho Chico faz parte do rito de vida dessas pessoas.

Rio São Francisco/ Alagoas. Foto: Nicolas de Camaret/ Flickr

Rio São Francisco/ Alagoas. Foto: Nicolas de Camaret/ Flickr

ECONOMIA

O rio é responsável também pela sobrevivência de agricultores familiares e pescadores que vivem por toda a extensão das águas. É também usado por grandes empresários e produtores, principalmente para o cultivo de frutas.

Mas não pense que somente a população ribeirinha se beneficia do rio. As águas do São Francisco abastecem cerca de 13 milhões de pessoas, considerando os 168 afluentes e toda a extensão da bacia hidrográfica.

O rio já serviu como rota de navegação para escoamento de muitos produtos durante séculos de história, além de suas águas gerarem energia por meio das usinas hidrelétricas construídas no leito.

Rio São Francisco na travessia de barca entre os municípios de Barra, Morpará e Xique-Xique na Bahia. Foto: Paulo Marcos/Flickr

Rio São Francisco na travessia de barca entre os municípios de Barra, Morpará e Xique-Xique na Bahia. Foto: Paulo Marcos/Flickr

CULTURA

A vida do povo ribeirinho e o amor dessas pessoas pelas águas do Velho Chico rendem histórias que já viraram filmes, livros e novelas. Folcloricamente, o rio é citado em várias canções e lendas.

Ele faz parte da construção de rotina das pessoas que precisam atravessá-lo diariamente ou daquelas que cresceram brincando ao redor das águas. Gerações e gerações se formaram dependendo das águas, transformando o rio em um membro da família dessas pessoas.

Cânion do Rio São Francisco. Foto: Glauco Umbelino/Flickr

Cânion do Rio São Francisco. Foto: Glauco Umbelino/Flickr

BIODIVERSIDADE

Existe uma imensa biodiversidade – animais e plantas – dentro e ao redor do rio. Na corredeira de água 44% das espécies animais encontradas são exclusivas do Velho Chico, ou seja, não existem em outros cursos d’água.

Mas há também 42% de espécies que migram de outras bacias hidrográficas e as chamadas espécies exóticas, que invadem o rio no encontro com o mar. Alguns desses bichos estão em extinção.

Ponte Dom Pedro sobre o rio, na Bahia. Antonio Florêncio/Flickr

Ponte Dom Pedro sobre o rio, na Bahia. Antonio Florêncio/Flickr

Vamos ver se você conhece alguns animais:

De peixe tem o matrinchã, curimatã pacu, pirá, piranha, pacamã, dourado e surubim. Às margens e na vegetação nativa vivem jacaré-do-papo-amarelo, jacaré-ferro, guigó e macaco-prego-do-peito-amarelo.

Tem também cutia, gato-do-mato e gato-mourisco, veados, tatus, tamanduás, macacos, papagaios, marreca viuvinha, cachorros-do-mato, gatos-do-mato, guaxinins, papagaios, maracanãs, jiboias, entre centenas de outros. A vegetação no entorno no rio é de Cerrado e Caatinga.

É claro que citamos apenas poucas espécies, foi só para testar seus conhecimentos!

 

Fontes das informações: Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)

Nenhum Comentário